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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Cinco principais benefícios da relação entre pets e crianças


Convívio ensina noções de responsabilidade, combate o sedentarismo e proporciona melhora na saúde física e emocional dos pequenos
 
Ter um animal de estimação talvez seja o pedido de 9 em cada 10 crianças. Para quem está disposto a cuidar com carinho e atenção de um pet, a companhia dele pode ser muito saudável e benéfica. A Farmina Pet Foods, empresa de origem italiana especializada no desenvolvimento de soluções nutricionais que respeitam a natureza alimentar de cães e gatos, reuniu os principais benefícios obtidos com a relação entre crianças e animais de estimação. Confira!

- Responsabilidades: cuidando de um pet, desde cedo os pequenos aprendem que um animal precisa se alimentar, tomar banho, passear, receber atenção etc. Isso apresenta para a criança questões relativas à compaixão, empatia e lealdade, ensinando-a ter respeito pelo próximo e desenvolver o senso de responsabilidade.

- Lidar com frustrações e perdas: na infância, a criança se depara pela primeira vez com frustrações e com perdas. A relação de vida com um animal mostra isso de forma natural, já que um pet pode ficar doente ou vir a falecer durante esse período.

- Saúde: é palpável o bem-estar que os pets trazem para quem convive com eles, e muitos estudos já mostraram isso. Uma pesquisa da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, examinou os efeitos da presença de um cão na família com crianças em idade pré-escolar e verificou uma diminuição da pressão arterial, frequência cardíaca e estresse comportamental quando comparado às crianças sem a companhia do pet. Outra pesquisa americana estudou 643 crianças com idade entre quatro e dez anos, formando 2 grupos, com e sem cachorro. Das que tinham cachorro, 12% foram diagnosticadas com estresse e ansiedade, número bem menor que no grupo sem o cão de estimação, que apresentou 21% das crianças com esses problemas. Há ainda estudos que evidenciam os benefícios do contato com cães ao sistema imunológico de bebês, apontando que crianças que tiveram o convívio com animais teriam menor chance de desenvolver alergias e dermatites do que crianças que não tiveram esse contato com o animal.

- Atividade física: ter um animal de estimação pode reduzir as chances de uma criança se tornar sedentária. A interação entre pet e humano estimula a prática de exercícios físicos através dos passeios e brincadeiras que as crianças adoram.

- Limites e regras: com a presença de um animal na casa, as crianças têm a oportunidade de aprender desde cedo que existem regras de respeito ao próximo. Um desafio para os pais é o de impor os limites à criança, como o de respeitar o espaço do animal.  Regras como as de higiene, saúde, organização e educação ficam muito claras de serem entendidas quando a criança convive com um pet.

Terapia assistida por animais, mais que um benefício: um tratamento
        
         A terapia assistida por animais tem por objetivo melhorar a qualidade de vida de pessoas com algum tipo de deficiência, dificuldade motora ou social. No caso de crianças em recuperação de lesões cerebrais com dificuldades locomotoras, a terapia consiste em interagir fisicamente com o pet ao acariciá-lo, escová-lo ou alimentá-lo, por exemplo. Junto com uma terapeuta, a criança treina todos esses movimentos de maneira natural e prazerosa, muito mais lúdica e menos entediante do que uma sessão fisioterápica tradicional, contribuindo para atingir os objetivos do tratamento.

         Acreditando nos benefícios desse tratamento, a Farmina apoia o projeto Amigo Bicho, que atua na região de Curitiba levando uma equipe de voluntários acompanhados por cães a escolas especiais, hospitais, hospitais psiquiátricos, orfanatos, creches e asilos.

O projeto existe desde 2006 e atualmente reúne cerca de 50 voluntários humanos e 50 cães voluntários. Antes de iniciarem as visitas, os animais e os donos passam por treinamentos e são acompanhados por uma equipe de veterinários, psicólogos e adestradores. O projeto também é aberto à animais com deficiência. Conheça mais sobre o Projeto Amigo Bicho: https://www.facebook.com/projetoamigobichopr.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Parto humanizado fora do ambiente aquático


O que se entende por parto humanizado?
Via de parto não define se ele será humanizado, e sim, a escolha da equipe de saúde.

O conceito de humanização na área da saúde, em especial quando falamos em gestação e tipos de parto, vem sendo divulgado de maneira contraditória. Muitos defendem que o parto humanizado é o realizado em casa, na banheira e com a ajuda de uma doula. Porém, esse movimento não leva em consideração o ambiente arriscado em que o bebê nascerá.
O Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia (ACOG), em recente artigo publicado na edição de novembro do Obstetrics & Gynecology, “Immersion in Water During Labor and Delivery”, defende que o trabalho de parto na banheira trás muitos benefícios para as mães e bebês, porém, o parto precisa ser feito fora do ambiente aquático. “A imersão em água durante a primeira fase do trabalho pode oferecer alguns benefícios. Ele pode encurtar trabalho e está associada a uma diminuição do uso de epidurais. No entanto, é importante diferenciar entre trabalho de parto na água e parto na água. Não há nenhuma evidência científica que nos faça acredita que o parto na água traga benefícios para o bebê”, disse Joseph R. Wax, presidente do Comitê do ACOG.
Uma cesárea ou um parto normal podem sim ser humanizados quando realizados por uma equipe de saúde bem treinada e preocupada com o bem estar da mãe e do recém-nascido. “O que explicamos para as mães desde a primeira consulta do pré-natal é que faremos o que for melhor para a segurança do bebê e da mãe. Ele pode ser normal, com ou sem analgesia e, se necessário, ou se for a opção da gestante, uma cesárea. Importante ressaltar que a via e o local do parto não fazem dele mais ou menos humanizado. A humanização está relacionada com um bom atendimento, boas práticas, respeito ao paciente, assegurando o bem-estar da mãe e do recém-nascido”, explica a ginecologista e obstetra, Dra. Ana Lucia Beltrame.  
O parto domiciliar, feito dentro d’água em banheiros ou piscinas de plástico, acabam por criar um cenário propício para infecções, pois o bebê poderá nascer em um meio rico em bactérias. De acordo com o artigo publicado pelo ACOG, o bebê pode ter ainda dificuldades para manter a temperatura corporal, maior chance de danos no cordão umbilical e dificuldades respiratórias caso o bebê inale água da banheira. “No hospital, temos uma estrutura pensada para chegada da crian&cc edil;a e, além disso, preparada para qualquer complicação que venha a surgir, desde uma intervenção cirúrgica até a necessidade imediata de ir para incubadora. Não é porque o parto é hospitalar, que ele deixará de ser humanizado”, finaliza Dra. Ana Lucia Beltrame.



Sobre Dra. Ana Lucia Beltrame
Médica formada pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo. Especializou-se em Ginecologia e Obstetrícia fazendo residência médica no Hospital das Clínicas na Universidade de São Paulo. Realizou sua pós-graduação como mestra em ciências na Universidade de São Paulo, tornando-se especialista na área de Reprodução Humana. Também é especialista em laparoscopia e histeroscopia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Anualmente participa de congressos internacionais e é Membro da ASRM (American Society for Reproductive Medicine) e da ESHRE (European Society of Human Reproduction and Embriology).